Dia do pai
O meu pai não sabe utilizar um computador, logo o meu pai não navega na internet, logo o meu pai não pertence a nenhuma rede social. Já eu, que todos os dias e mais que uma vez visito a rede social mais famosa do mundo, fui bombardeada com publicações acerca dos pais de toda a gente. Hoje toda a gente se lembrou que tem pai. Pois bem... não minto se disser que o meu pai é a primeira pessoa em quem penso quando acordo e a última antes de adormecer. Penso nele todos os dias. Tento falar com ele todos os dias, nem que seja só para garantir que está tudo bem. Só para ficar descansada.
Para mim todos os dias são dia do pai. Mesmo com todas as discussões, com todas as diferenças, com toda a teimosia de parte a parte, o meu pai é, sem dúvida, a pessoa que mais amo. O meu pai herói, o meu pai que é pai quando tem que ser, que é amigo e que por vezes até parece filho. Se eu podia viver sem ele? Não. Decididamente, não!
Já não lhe bastava ter de desempenhar o papel de pai todos os dias, como também teve de aprender a ser mãe. E sabe ser mãe quando é preciso. Pode pensar que não, mas sabe.
É claro que hoje lhe telefonei. Uma questão de formalidade. Eu não preciso de lhe dizer que o amo. Não preciso. Não preciso que haja um dia do pai para lhe mostrar o quanto gosto dele. Aliás, na nossa família as palavras nunca foram necessárias, nem nunca foram o mais importante. Sabemos que estamos lá. E isso vale mais que qualquer coisa.
O meu pai nunca vai saber que escrevi isto. Mas não precisa saber. Ele não precisa de ler o que quer que seja para saber aquilo que sinto por ele. Assim como eu não preciso que haja um dia da filha para ele me dizer o que quer que seja. Sabemos. E é tudo.
Para mim todos os dias são dia do pai. Mesmo com todas as discussões, com todas as diferenças, com toda a teimosia de parte a parte, o meu pai é, sem dúvida, a pessoa que mais amo. O meu pai herói, o meu pai que é pai quando tem que ser, que é amigo e que por vezes até parece filho. Se eu podia viver sem ele? Não. Decididamente, não!
Já não lhe bastava ter de desempenhar o papel de pai todos os dias, como também teve de aprender a ser mãe. E sabe ser mãe quando é preciso. Pode pensar que não, mas sabe.
É claro que hoje lhe telefonei. Uma questão de formalidade. Eu não preciso de lhe dizer que o amo. Não preciso. Não preciso que haja um dia do pai para lhe mostrar o quanto gosto dele. Aliás, na nossa família as palavras nunca foram necessárias, nem nunca foram o mais importante. Sabemos que estamos lá. E isso vale mais que qualquer coisa.
O meu pai nunca vai saber que escrevi isto. Mas não precisa saber. Ele não precisa de ler o que quer que seja para saber aquilo que sinto por ele. Assim como eu não preciso que haja um dia da filha para ele me dizer o que quer que seja. Sabemos. E é tudo.


1 Comments:
At 20/3/12 15:21,
Luda said…
sentimos e é tudo. e é privado.
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