Típico!
É tudo tão sempre o mesmo. As mesmas caras, os mesmos gestos, os mesmos trajectos. Até a música parece ser sempre a mesma. Tudo tão típico. As atitudes sempre iguais. Primeiro dar, depois pedir de volta, depois dar outra vez e depois tirar de vez talvez na esperança que pense em roubar ou exigir. Não sei. Apesar de ser típico, continua a ser imperceptível. Não se percebe. Por mais que se pense. E, típico, perde-se tempo a pensar e a tentar compreender.
As coisas aparecem do nada sem as pedirmos e quando já não as queremos. Típico! Pensa-se uma coisa, decide-se com convicção e faz-se o contrário. Também é típico. Nem sei o que sinta. Se, por um lado, me sinto em constante mudança e me sinto sempre deslocada, como se não pertencesse, como se a minha presença fosse atípica... por outro sou tão típica como tudo o que é típico. É o que dá ainda acreditar em utopias.
As coisas aparecem do nada sem as pedirmos e quando já não as queremos. Típico! Pensa-se uma coisa, decide-se com convicção e faz-se o contrário. Também é típico. Nem sei o que sinta. Se, por um lado, me sinto em constante mudança e me sinto sempre deslocada, como se não pertencesse, como se a minha presença fosse atípica... por outro sou tão típica como tudo o que é típico. É o que dá ainda acreditar em utopias.


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