"Somewhere over the rainbow..."

"Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem factos, a minha história sem vida. São as minhas Confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer. " - Bernardo Soares -

segunda-feira, maio 09, 2011

Veneno


É veneno. Dos mais fortes. Não é administrado nas veias. Não é inalado. Não é engolido. Mas é veneno. Dizem que pode matar. Não. Faz pensar em querer morrer. Mas não mata. Só mói. Mais que moer. Corrói. Dilacera. Faz de nós o que quer e o que nós não queremos. Não me atrevo a dizer o nome. Tenho medo. Tenho medo que ao dizer o nome ele me tome. Me envenene. Apesar de eu achar que já encontrei o antídoto, não me quero fiar. Não vou dizer o nome. Não quero sequer lembrar-me que isso existe. Mas à minha volta, andam todos envenenados. E não têm salvação possível. Todos a corroer aos poucos. Pensam que encontraram o elixir da felicidade. Ilusão! É veneno!!

1 Comments:

  • At 9/5/11 20:25, Anonymous Anónimo said…

    Vá, dizzzzz

    Este é o poema do amor.

    O poema que o poeta propositadamente escreveu
    só para falar de amor,
    de amor,
    de amor,
    de amor,
    para repetir muitas vezes amor,
    amor,
    amor,
    amor.
    Para que um dia, quando o Cérebro Electrónico
    contar as palavras que o poeta escreveu,
    tantos que,
    tantos se,
    tantos lhe,
    tantos tu,
    tantos ela,
    tantos eu,
    conclua que a palavra que o poeta mais vezes escreveu
    foi amor,
    amor,
    amor.

    Este é o poema do amor.
    (António Gedeão)

    (mistra)

     

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