Veneno

É veneno. Dos mais fortes. Não é administrado nas veias. Não é inalado. Não é engolido. Mas é veneno. Dizem que pode matar. Não. Faz pensar em querer morrer. Mas não mata. Só mói. Mais que moer. Corrói. Dilacera. Faz de nós o que quer e o que nós não queremos. Não me atrevo a dizer o nome. Tenho medo. Tenho medo que ao dizer o nome ele me tome. Me envenene. Apesar de eu achar que já encontrei o antídoto, não me quero fiar. Não vou dizer o nome. Não quero sequer lembrar-me que isso existe. Mas à minha volta, andam todos envenenados. E não têm salvação possível. Todos a corroer aos poucos. Pensam que encontraram o elixir da felicidade. Ilusão! É veneno!!


1 Comments:
At 9/5/11 20:25,
Anónimo said…
Vá, dizzzzz
Este é o poema do amor.
O poema que o poeta propositadamente escreveu
só para falar de amor,
de amor,
de amor,
de amor,
para repetir muitas vezes amor,
amor,
amor,
amor.
Para que um dia, quando o Cérebro Electrónico
contar as palavras que o poeta escreveu,
tantos que,
tantos se,
tantos lhe,
tantos tu,
tantos ela,
tantos eu,
conclua que a palavra que o poeta mais vezes escreveu
foi amor,
amor,
amor.
Este é o poema do amor.
(António Gedeão)
(mistra)
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