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Pegou no papel e deixou que a caneta seguisse o seu rumo. E na alma daquele ser o pensamento começava a ordenar as palavras que jorravam do coração triste e finalmente arrependido. Que não sabia se ainda ia ali, mas que esperava que sim. Que não tivesse esquecido o endereço. Só para saber que estava feliz. Porque estava. Porque era verdade. Porque ver uma felicidade merecida reconforta. Ainda que por outro lado entristeça que essa felicidade seja igualmente um castigo. Que não esquecesse nem duvidasse que houve amor. Amor a sério. Que não foi suficiente. Infelizmente. Depois amassou o papel e deitou no lixo.


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