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Haverá coisa pior do que odiar-se a si mesmo? Ter raiva de si mesmo? Não se suportar a si mesmo? Ah! Estou no limite. No limite. Está tudo por um fio... e ainda ninguém se apercebeu disso. Por um fio. Dizem-me que me estendem as mãos, mas o que é certo é que não agarrei nenhuma. Fazem lá ideia das lágrimas que choro... dos gritos que ecoam na minha alma... dos pensamentos tenebrosos que me assaltam a todo o momento. O que eu quero mesmo é acabar com isto. "Não sou nada, nunca serei nada, não posso querer ser nada" e não tenho comigo nenhum sonho. Só pesadelos. Demasiado reais. Julguem-me uma lutadora, julguem-me uma pessoa cheia de força... julguem-me assim se é assim que me vêem. Ou se é assim que me mostro. Não faz mal. Digam que me conhecem. As vezes que quiserem. Conhecem até onde eu deixo. Há coisas que nem sequer imaginam. Já não estou aqui há muito tempo. E ninguém sentiu falta. Não preciso saber mais nada.


2 Comments:
At 18/11/10 23:09,
Luda said…
não, não te conhecem
talvez porque tu te habituaste as esconder as fragilidades
talvez porque seja mais fácil beber um copo para esquecer não sabemos muito bem o quê e depois escrevemos para lembrar também não sabemos muito bem o quê
talvez aprender a dizer "eu amo-me muito" em vez do odeio-me
:)
At 22/11/10 04:44,
Blimunda said…
Dizer até se diz. Mas do que vale dizer só por dizer? Sou aquela que é filha de boa gente, mas que não sente...
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