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E, após um ano, a suposição transforma-se em certeza. E as certezas transformam-se em dúvidas. Nunca me senti culpada de nada. E agora penso que fui eu que provoquei esta ruptura. Não sei como, nem quando... nem posso saber. Estou triste. Muito triste. Afinal nem as amizades são para sempre. Afinal as palavras hoje em dia estão completamente vazias de sentido. Lembro-me de termos combinado guardar as pedras todas que encontrássemos no caminho para construírmos cada um o seu castelo. Os nossos castelos ficariam lado a lado. Agora já percebi que a construção do teu castelo já vai avançada e que, não só já não há terreno para mim, como as muralhas do teu castelo são intransponíveis. E é assim... depois de quase uma vida inteira... é assim que tudo termina. Como se não me visses. Como se não me conhecesses. Quebraste as promessas todas. Melhor não as tivesses feito. Eu vou cumprir as minhas. Não é por agora já não saberes quem sou, que eu deixei de saber quem eras. Vou sempre saber quem tu és. E vou cumprir. Vou estar sempre onde precisares de mim. Sem rancor. Hás-de ter as tuas razões. E o teu orgulho que tu tanto prezas não me assusta. Vais acabar por me reconhecer. Sem eu precisar de me apresentar.

