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Já não sei se quero saber. Já não sei se quero perceber. Está tudo tão longe já... e, no entanto, está tudo tão perto, ainda. Virei o meu olhar e a minha cabeça para outras direcções. Existem coisas mais importantes. Demasiado importantes.
Não! Não quero saber, não quero perceber. Quero esquecer. Foi mais um deslize. E, como sempre, quando há uma queda, há também o erguer, o levantar, o analisar o tamanho e profundidade das feridas e sará-las. Desinfectar e aguentar a dor e o ardor. Depois disso, não interessa o que nos fez cair. Interessa é o que nos fez levantar. Se existem mãos que nos querem puxar, se existem pessoas que acreditam no nosso valor, de que vale ficar sentada a olhar o sítio da queda para tentar perceber o que correu mal? Nada!
Não vou querer saber. O espaço físico está muito longe do espaço psicológico. O tempo da história passou. O tempo do discurso nunca existirá. Ponto final. Novo capítulo.


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