A última?
As mãos cravadas na terra. O peso de todo um corpo naquelas mãos. Tentou levantar o pé para conseguir subir, mas a força já era tão pouca que acabou por cair no fundo outra vez. Fizera tantas tentativas, que foi perdendo a força. Mas pior do que estar a perder a força, era estar a perder a motivação e a coragem. Das outras vezes ainda tinha conseguido ver alguma luz, mas desta vez nem esteve lá perto. Já não se preocupou em olhar para cima. O corpo sentado, a cabeça baixa. A posição de desistência, as mãos suspensas. As mesmas mãos que tinham deixado escapar a terra... as mesmas mãos que tinham deixado escapar a vida.
Restavam três hipóteses: continuar a tentar, esperar que alguém lhe estendesse a mão, ou desistir. Ao aperceber-se disto, levantou a cabeça. Gritou, gritou, gritou. Mas não gritou para chamar. Não gritou para pedir. Gritou para fazer a terra tremer. Gritou para a que a terra desabasse de uma vez por todas. Lentamente, muito lentamente, a terra foi cedendo. Já não tinha voz. Já não gritava. Pensou: há sempre uma última vez. Só não sabia se aquela tentativa tinha sido a última. Será que iria ganhar forças para tentar subir de novo?
Restavam três hipóteses: continuar a tentar, esperar que alguém lhe estendesse a mão, ou desistir. Ao aperceber-se disto, levantou a cabeça. Gritou, gritou, gritou. Mas não gritou para chamar. Não gritou para pedir. Gritou para fazer a terra tremer. Gritou para a que a terra desabasse de uma vez por todas. Lentamente, muito lentamente, a terra foi cedendo. Já não tinha voz. Já não gritava. Pensou: há sempre uma última vez. Só não sabia se aquela tentativa tinha sido a última. Será que iria ganhar forças para tentar subir de novo?


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