As always. . .

Olhou à sua volta. Tudo se compunha. Todos seguiam o seu rumo. Alguns perdiam-no, mas logo o reencontravam. Apenas ali, naquele espaço onde se encontrava e onde não cabia mais ninguém, tudo continuava igual. Tudo igual como sempre fora. Tudo como sempre conhecera. Às vezes achava o espaço pequeno demais até para si. Mas, por mais que tentasse, não conseguia sair. Quase que sufocava à espera que o espaço alargasse só um bocadinho. Mas nunca alargava o suficiente para que alguém pudesse entrar...
De facto, tudo se compunha. Via espaços a alargar, multidões num mesmo espaço. Só o seu era individual. E ninguém esperava, ninguém chamava, ninguém via... Um dia o espaço ficou tão pequenino, que desapareceu. Ninguém se apercebeu. Tudo se compusera. Todos tinham tomado o seu rumo.


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