To see or not to see...

Vejo para além daquilo que é óbvio. Vejo até mais do que o que queria ver. Vejo quando olho, vejo mesmo sem olhar. Sinto. É o que me basta. Às vezes vejo coisas que eu desejava ver... e quando me apercebo, essas coisas nunca estiveram lá. Consigo o que alguns não conseguem, que é ver com os olhos do coração. Infelizmente, nem sempre me deparo com coisas boas. Por isso, até chego a fingir que não vi nada, que não me apercebi, que não entendi... e insisto, insisto, insisto... até perceber realmente que vi e que devia ter seguido o primeiro instinto. E ainda penso para mim "pior cego é aquele que não quer ver".
O que me faz confusão em mim, é eu saber que não devo, mas mesmo assim arriscar e fazer. Irrita-me esta minha tendência para seguir sempre o caminho mais difícil. Eu sei que não é por ali, mas vou... Eu vejo que não há ali nada, mas penso sempre que posso estar enganada. Eu sinto que o melhor é não ir, mas vou!
Gostava de olhar primeiro e ver depois... Vejo sempre para além... Antes de começar, já sei como vai acabar... Mas há sempre uma pequena esperança, que nunca se concretiza. Tenho o coração pequenino. Vejo que não há saída imediata. Mas já sei como vai acabar!


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