"Somewhere over the rainbow..."

"Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem factos, a minha história sem vida. São as minhas Confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer. " - Bernardo Soares -

quarta-feira, maio 30, 2007

O Jogo...


Dizem que, muitas vezes, tudo na vida passa por uma questão de sorte... Assim sendo, existem também as questões de azar... ora, sorte e azar é igual a jogo. Será então a vida um jogo? Quais as regras principias? Quais as penalizações? Quais os prémios? Enfim, como se joga?


Julgo que a vida não é um jogo. Apenas, durante a nossa vida, temos de jogar alguns jogos, não porque sejamos jogadores, não porque queiramos, mas porque a isso somos obrigados. Passei os últimos meses envolvida em algo que eu pensava ser uma fase importante da minha vida. Fiz o que podia e o que sabia, quase sempre sozinha e sem nunca perceber o que havia de errado comigo. Não compreendia por que razão as coisas não corriam como eu pretendia... Enfim, os meses foram passando, as coisas foram sendo feitas, os resultados nunca corresponderam às expectativas, a ideia generalizou-se: és a pior.


Hoje, volvidos alguns dias, algumas horas de reflexão, não foi preciso muito mais do que um simples olhar à distância para perceber que estes últimos meses não foram nada do que eu pensei que fossem, enfim, numa palavra, estes últimos meses foram um jogo. Um jogo no qual eu não soube entrar, não soube jogar e, logo assim, impossível para mim de ganhar. O jogo foi bem jogado, confesso... Sempre me apercebi de que havia algo que não estava bem, mas não podia pegar por onde quer que fosse, os jogadores nunca deixaram uma pontinha solta...


Felizmente, o jogo acabou... houve vencedores, veremos o prémio... Quanto a mim, não me considero nem perdedora, nem vencida, nem derrotada apenas por uma razão: não joguei! Logo, se não joguei nunca poderia sair vencedora ou vencida. Espero que este jogo tenha feito muito bem às pessoas que o jogaram, que se sintam bem, que gozem os louros da vitória e que continuem assim.


As pessoas que jogam são necessárias porque nos ensinam lições de vida, porque nos mostram que não podemos confiar em alguém só porque tem uma voz doce ou porque nos conhece há muito tempo...

Enfim, não ganhei, não perdi, não joguei... aprendi!

1 Comments:

  • At 17/6/07 23:29, Blogger Joaninha said…

    Isto é tudo um terrível baile de máscaras... Quem até sabe as regras mas se recusa a segui-las deixa sempre de poder dançar na roda principal... Demora até conseguirmos levar a nossa transparência onde queremos, onde achamos que queremos...
    Persistir, Blimunda, persistir e resistir - de preferência com um belo sorriso, rasgado e livre!...

     

Enviar um comentário

<< Home