"Somewhere over the rainbow..."

"Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem factos, a minha história sem vida. São as minhas Confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer. " - Bernardo Soares -

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Foi feitiço?

Relaxar... relaxar... relaxar... o segredo, não do sucesso, mas para que as coisas corram relativamente bem. Mesmo assim, parece que falta algo. Mesmo assim, parece que nunca nada pode correr bem, mesmo que seja só relativamente... Não sei se é um karma, se é o destino, se é bruxedo, ou como diz o outro nessa frase tão repetida, feitiço... Pois, eu também não sei o que me aconteceu! Não em relação àquele que eu gosto, que eu amo, que eu adoro acima de qualquer coisa. Porque com ele, eu sei o que aconteceu, foi Amor, companheirismo, amizade, segurança... Mas,adiante... Não sei o que me aconteceu para que as coisas tivessem sempre de ser alteradas, adulteradas, para não correrem como eu as planeio. Sim, porque se sou eu que as planeio, elas deviam desenvolver-se como eu quero! Pois, secalhar foi mesmo feitiço. O meu consolo é que sempre que me lançam feitiços, (sim essas bruxas e bruxos de meia-tigela que andam por aí a infernizar a vida de quem está bem, ainda que relativamente) eu descubro-os e arranjo maneira de os mandar de volta! Com uma pequena diferença... os meus vão em duplicado.
Temos pena, pode não ser a lei da vida, mas é a minha lei.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Devaneios de uma Segunda-feira

Não sabemos quem somos, não sabemos de onde vimos e tão pouco sabemos para onde vamos. Somos desconhecidos nesta terra de ninguém mas que muitos reclamam como sua. Dizemos conhecer este, aquele e até o outro, quando nem a nós próprios conhecemos. Peçam a alguém para falar de si mesmo... a resposta será sempre igual, ou parecida com isto: "Falar de mim? Não sei... Os outros é que sabem. Os que me conhecem bem..." Mas será que alguém nos conhece bem? Será que conhecemos alguém bem? Muitas vezes somos confrontados com atitudes de certas pessoas que não coincidem com o que conhecemos delas. Estamos sempre a descobrir características diferentes na personalidade daqueles que julgamos conhecer. E apelidamo-os de falsos, porque nunca terem mostrado aquela faceta má, ou passamos a admirá-los porque até revelaram ter bom coração...

Passamos mais tempo a tentar saber coisas sobre os outros, do que a tentar conhecermo-nos a nós próprios... isto porque, de nós próprios, os outros que falem! Eu não falo de mim, porque não me conheço... E os outros que vão falando de mim, fazem-no porque julgam que me conhecem... Falo dos outros, aponto as características que, no meu entender, encaro como positivas e como negativas, mas sempre dando o benefício da dúvida. Não encaro nada na personalidade da pessoa como definitivo. Todos podemos mudar. Há circunstâncias na vida que nos fazem mudar muita coisa o que irá influenciar as nossas características pessoais. Pois o mundo não é composto de mudança?

Poderia até haver uma razão para ter pegado no pensamento que me atravessa e tê-lo passado para aqui através das teclas, mas, e desculpem se vos desiludo, não há razão alguma. Apenas as palavras foram saíndo e resultaram neste texto, que não sei se está coerente, lógico e perceptível. Apenas sei que está de acordo com a minha maneira de pensar.

domingo, janeiro 14, 2007

Sentado na Vida


"A isto chamam a vida. A este vazio. A este não saber que fazer das mãos quando, enfim, da máquina as mãos se libertaram. A esta mesquinha oscilação entre nada e coisa nenhuma chamam vida. Aqui estou pois sentado na vida. Impotente. Como quem se senta num túmulo. Os braços, as pernas, paralizados. A cabeça cheia de fórmulas sem sentido - cheia de pedras. Pedras de cenário. O sangue parado nas veias, apodrecido por um dique; o sangue gelado, contido em seus vasos e controlado pelas conveniências."

- Casimiro de Brito -

sábado, janeiro 13, 2007

Just a bad dream...

terça-feira, janeiro 02, 2007

Mais um ano



Terminou um ano, começa outro. Tanto tempo à espera da passagem e ela passa e nem nos dá tempo de comermos as passas. =) Bem, este ano foi uma passagem de ano diferente... ora vejamos: nada de lingerie azul a estrear (diga-se que não me lembrei de a comprar), nada de subir para uma cadeira (não fosse ela partir-se como a outra), nada de dinheiro na mão (dava muito trabalho tirá-lo da carteira), nada de pedir desejos (esqueci-me), nada de comer passas (não havia passas para todos e eu faltei à distribuição. Se bem que ainda houve alguém que me propôs que eu comesse as passas que ela trincava, porque ela não gostava de passas) e nada de dar um beijo à pessoa amada (à distância torna-se complicado!). Portanto, não sei com que pé entrei no novo ano, não pedi nada de especial, não desejei nada. Entro neste novo ano como numa estrada desconhecida. Não prevejo nada, não faço planos, vou-me deixando levar... porque afinal o que tiver que ser, será!! No fim de tudo, tive uma passagem de ano divertida, que irá ser lembrada por muitos anos, que ficará guardada apenas na memória de todos, uma vez que não existe uma única foto para documentar o que quer que seja.

Do ano que passou guardo, acima de tudo, as pessoas maravilhosas que conheci e que me proporcionaram momentos igualmente maravilhosos e divertidos... guardo o início de uma nova experiência, guardo a minha carta de condução... sei lá... tanta coisa. Foi um ano especial. Que venha então este novo ano e que seja óptimo para todos.
Hoje percebemos que podemos ser todos felizes... vamos então caminhar juntos para a felicidade.