"Somewhere over the rainbow..."

"Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem factos, a minha história sem vida. São as minhas Confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer. " - Bernardo Soares -

terça-feira, setembro 04, 2012

Escrevo para ninguém. Escrevo para ti. Que não sabes. Que não conheces. Que não imaginas. Que não vais saber nunca. Escrevo de mim. Para que isto saia daqui. Para que sinta que espalhei isto para algum lado. Para não me apertar tanto. Despejo aqui e fico melhor. Como se tu pudesses ler. Como se pudesses saber. Como se pudesses descobrir. Mas tu não sabes. Nem precisas saber. Eu também não sei. Ninguém sabe. Escrevo e ninguém sabe. Escrevo e está escrito. Está dito. Para ninguém.

sábado, agosto 25, 2012

(porque tenho de dizer)

Tens o dom de me fazer feliz. Mesmo que não o saibas.

quinta-feira, junho 28, 2012

Mais do mesmo...

Deito-me e volto a levantar-me. Os olhos pesam. Fecham mas não adormeço. Durmo pouco. Durmo mal. Não durmo, de todo. Estou cansada. Estou triste. Estou só. Vou deitar-me. Vou fechar os olhos. Vou levantar-me cedo.(Ou assim espero). Mais uma noite perdida... sempre a solidão.

segunda-feira, março 26, 2012

Reality Tale



Sem príncipe que me salve nem lobo mau que me tente.

segunda-feira, março 19, 2012

Dia do pai

O meu pai não sabe utilizar um computador, logo o meu pai não navega na internet, logo o meu pai não pertence a nenhuma rede social. Já eu, que todos os dias e mais que uma vez visito a rede social mais famosa do mundo, fui bombardeada com publicações acerca dos pais de toda a gente. Hoje toda a gente se lembrou que tem pai. Pois bem... não minto se disser que o meu pai é a primeira pessoa em quem penso quando acordo e a última antes de adormecer. Penso nele todos os dias. Tento falar com ele todos os dias, nem que seja só para garantir que está tudo bem. Só para ficar descansada.
Para mim todos os dias são dia do pai. Mesmo com todas as discussões, com todas as diferenças, com toda a teimosia de parte a parte, o meu pai é, sem dúvida, a pessoa que mais amo. O meu pai herói, o meu pai que é pai quando tem que ser, que é amigo e que por vezes até parece filho. Se eu podia viver sem ele? Não. Decididamente, não!
Já não lhe bastava ter de desempenhar o papel de pai todos os dias, como também teve de aprender a ser mãe. E sabe ser mãe quando é preciso. Pode pensar que não, mas sabe.
É claro que hoje lhe telefonei. Uma questão de formalidade. Eu não preciso de lhe dizer que o amo. Não preciso. Não preciso que haja um dia do pai para lhe mostrar o quanto gosto dele. Aliás, na nossa família as palavras nunca foram necessárias, nem nunca foram o mais importante. Sabemos que estamos lá. E isso vale mais que qualquer coisa.
O meu pai nunca vai saber que escrevi isto. Mas não precisa saber. Ele não precisa de ler o que quer que seja para saber aquilo que sinto por ele. Assim como eu não preciso que haja um dia da filha para ele me dizer o que quer que seja. Sabemos. E é tudo.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Seis meses depois

E afinal existem mudanças. E aprende-se a nunca dizer nunca. E reaprende-se muita coisa e esquecem-se outras. Pede-se tanto para sair e sai-se. Pede-se tanto para trabalhar e trabalha-se. (Menos mal.) Pede-se uma ocupação e ocupa-se o tempo todo e inteiro. Parece que tudo muda. E enquanto tudo vai mudando, o que não muda acentua-se. E a mudança mostra os desajustes que nos rodeiam. As coisas servem, mas não assentam bem. Umas demasiado grandes, outras demasiado pequenas. Mas nunca assentes na perfeição. Os vazios, esses, estão por preencher e assim continuarão. Esses não mudam. Mas com tanta ocupação, já não dá para nos ocuparmos tanto deles. Sabemos que estão lá, mas não temos tempo para nos ocuparmos deles.

Seis meses depois do 'foi nisto que eu dei', transformei-me em outro isto. Continuo a ser um isto, ainda não muito definido, mas um isto um pouco mais luminoso e sorridente. Um isto ocupado. Um isto trabalhador. Afinal parece que isto vai mudando. Ainda desajustado, mas ainda em mudança. Um isto que ensina, um isto que erra, um isto que aprende, um isto que esquece, um isto que recorda. Um isto que não quer regredir.

segunda-feira, agosto 01, 2011

É isto...

Estou triste. Estou desmotivada. Perdi a esperança. Perdi a fé. Coragem, se alguma vez a tive, também a perdi. Não me apetece fazer nada. Não me apetece ficar aqui. Também não me apetece sair. Tenho saudades de algumas pessoas e de muitas coisas. Já não confio em ninguém. Já não acredito em ninguém. Sinto que sou um fardo. Que falam para mim e estão comigo, porque sim. Estou bem sozinha. Mas ao mesmo tempo sinto falta e necessidade de ter alguém. Tenho sono. Estou cansada. Não durmo. Não consigo. E agora já não posso. Tenho coisas para fazer amanhã. Nunca faço nada. Amanhã tenho mesmo de fazer. Não vou ficar na cama. Estou triste. Já chorei. Parece que não tenho feito outra coisa. Deixem-me ficar aqui quieta. E eu sei que deixam... e agradecem! Tipo... não quero isto. Está dito! E o que me falta dizer e não consigo... porque não sai, porque não tem definição. Daqui a nada vou levantar-me. Sem ter dormido. E feita estúpida estive a escrever isto tudo... e não resolveu nada. Porque fico ainda mais revoltada. Estou completamente sozinha. E não gosto. Apetece-me não me levantar nunca mais. Começo a não saber sorrir. A não gostar de estar na rua. A não querer fazer nada. Nada me chama, nada me motiva. Farta. Saturada. Sem saída. Para quê dizer que vai mudar. Nada vai mudar... enganar-me mais? Não. Já chega. Foi nisto que eu dei. A rapariga destemida, 'para a frentex', regateira, refilona, de personalidade forte, etc, etc,... foi nisto que ela resultou. Bela Merda! Mais valia não ter vindo. Poupava-se tempo, dinheiro, trabalho, chatices e hoje em dia todos seriam mais felizes. Não estou para isto... e de todos os posts que já aqui pus, este é o menos trabalhado e provavelmente dos mais sinceros. Tenho pena. Mas foi nisto que eu dei...